When we saw last Sunday
Pra variar, você se atrasou. Chegou pelo menos uma hora depois do combinado, mas tudo bem, eu sou paciente, não vou estragar um momento que tem tudo para ser agradável. Você chega se justificando, conta todo o roteiro que teve que fazer desde a hora de sair de casa até o momento de pegar o ônibus. Neste meio tempo, eu pego um balão e começo bater com ele no seu nariz. Eu sei que você se irritou, e me pediu, amigavelmente para parar. Bom, essa parte eu ignorei e continuei fazendo a brinacadeirinha estúpida, até que você, fingindo que estava entrando na brincadeira, pegou o balão da minha mão e o estourou.
É incrível quando estou perto de você, me transformo numa idiota, como se sofresse uma espécie de retardo mental. Passo o tempo inteiro te provocando até te irritar, é ou não é? Não sei, parte de mim diz que o faço para te testar, te derrubar da torre em que se refugia, ver qual sua reação e se consigo baixar sua guarda. Tolice. No fim das contas, quem está com as calças arriadas, exposta para o mundo inteiro ver, sou eu, sempre. Você permanece com a reputação intacta.
Ajo como criança, e lamento por deixar essa impressão na sua mente quando você volta para casa e relembra os momentos que compartilhamos. Lamento e sinto raiva de mim mesma, mas torço para que você tenha consciência de que essa pessoa não sou eu verdadeiramente. E que goste de verdade da pessoa que, infelizmente, dificilmente consigo demonstrar que sou.
Agora, falando da nossa despedida. Sinto até agora o calor daquele abraço. O que foi aquilo, hein? Tão apertado, tão terno como raríssimas vezes você conseguiu que, em um primeiro momento, fiquei desconcertada, depois, fiquei tão contente, que me perguntei: " Será que você também sente minha falta????". Pronto, voltei pro início da tabuleiro. Sempre que relembro esse momento, sinto sua falta; como tenho precisado dessa sensação, você não faz idéia. Todos os dias desde então. Sinto tua falta por não convivermos mais como antes, e assim, não posso dividir cada momento maravilhoso que tem ocorrido em minha vida, todos os dias.
Toda vez que se sentir só e entrar numa paranóia ridícula de que ninguém se importa contigo (e achar que se identifica com aquela música ridícula), pense nisso. Não sei se isso significa grande bosta pra você, porém, eu escrevi este texto, que pode até ser um lixo, porque estava pensando em ti com carinho e saudade quando o produzi.
Não quero mais saber de romance. Mas tomei outra decisão. Vou te amar pelo resto da vida. Ponto final.


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